O Espírito Santo registrou um aumento de 10,5% nas exportações de gengibre no primeiro trimestre de 2026, em comparação com o mesmo período do ano anterior. Foram embarcadas 1,9 milhão de toneladas do rizoma, gerando receita de US$ 3,3 milhões — uma alta de 17,4% sobre o primeiro trimestre de 2025.
Os Estados Unidos lideram como principal destino, com 1,042 milhão de toneladas (55,16% do total), seguidos por Países Baixos (11,97%) e Argentina (9,79%). O produto mais demandado pelos americanos no período é o chamado “ginger baby”, colhido precocemente, com sabor mais suave e fresco, enviado por via aérea devido ao menor tempo de armazenamento.
O ginger baby representa cerca de 8% das exportações anuais de gengibre do Espírito Santo, maior produtor e exportador nacional. Em 2025, mesmo com o tarifaço americano, o estado exportou 28,6 milhões de toneladas (alta de 8% em volume) e US$ 40,4 milhões em receita (alta de 10,89%), segundo dados da Secretaria de Estado da Agricultura (SEAG) e do Sistema Agrostat.
Frederico Peruzzo Stuhr, da Pommer Fresh Foods, empresa brasileira nos EUA especializada em gengibre fresco, afirmou que as compras americanas de ginger baby caíram de 20% a 30% neste ano devido à concorrência de produtos mais baratos de outros países. Já o engenheiro agrônomo Galderes Magalhães, do Incaper, disse que muitos produtores deixaram o gengibre maduro na terra no ano passado para enviá-lo de avião no início de 2026, aproveitando os bons preços. A partir de agora, as exportações de gengibre maduro passam a ser feitas majoritariamente por navio, com destino à Europa.