A entrada gradativa da terceira safra de feijão continua pressionando os preços do feijão-carioca, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). No caso do feijão-preto, a confirmação de uma produção menor sustenta as cotações, embora a demanda ainda limite movimentos consistentes de valorização.
Na sexta-feira (17 de julho), o indicador Cepea/CNA para o feijão-carioca de qualidade superior registrou, no leste de Goiás, a cotação de R$ 327,69 por saca de 60 quilos, uma queda semanal de 15,18%. Já o feijão-preto teve alta de 0,50% no sul do Paraná no mesmo período, cotado a R$ 210,14 por saca.
Pesquisadores do Cepea destacam que, enquanto os preços no campo já refletem o avanço da oferta e a postura cautelosa dos compradores, o varejo ainda incorpora as altas registradas ao longo da primeira e da segunda safras. Isso indica que o consumidor final pode ainda não sentir imediatamente a redução nos valores do feijão-carioca.