Foco de Newcastle em SC: mais de 350 propriedades vistoriadas em três dias

As equipes técnicas que atuam no monitoramento e vigilância em torno da granja de perus onde foi confirmado um foco de Doença de Newcastle no último domingo (18/10) em Santa Catarina já inspecionaram 352 propriedades. Em três dias, foram visitadas 256 propriedades com criação de aves de subsistência e 96 propriedades comerciais. Destas, 68 possuem criação de galinhas, 26 de perus, uma de reprodução e uma de recria.

Os técnicos realizam a vigilância dos estabelecimentos, orientam os produtores e coletam amostras para análise laboratorial. Na quinta-feira (22/10), 28 grupos de profissionais estavam em campo. Quatro postos de controle de trânsito foram instalados na região de Nova Itaberaba (SC): um no foco e três na área perifocal, no raio de dez quilômetros ao redor da granja. Nesses pontos, ocorre a fiscalização do trânsito, inspeção e desinfecção de veículos, com registro eletrônico das atividades para que as autoridades acompanhem e consolidem as informações operacionais.

As ações de resposta ao foco são coordenadas pelo Ministério da Agricultura e pela Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) por meio do Centro de Operações de Emergência em Saúde Animal (Coezoo). O Painel do Ministério da Agricultura, que monitora ocorrências de síndromes respiratórias em aves, indica que atualmente há três investigações em andamento, todas em aves domésticas – nenhuma em criações comerciais. Os casos suspeitos estão em Mato Grosso, Minas Gerais e Pernambuco.

Desde a criação do painel em 2024, já foram realizadas 5.448 investigações, com 1.512 amostras coletadas para análises laboratoriais. Foram registrados 193 casos de influenza aviária de alta patogenicidade (apenas um em criação comercial) e dois focos de Newcastle: um em Anta Gorda (RS), em julho de 2025, e o atual em Nova Itaberaba (SC).

Durante coletiva de imprensa no início da semana, o secretário-adjunto de Defesa Agropecuária, Allan Alvarenga, destacou que o número de investigações pode aumentar após a detecção do foco por conta da maior sensibilidade do sistema sanitário, mas isso não significa risco ou probabilidade maior de confirmação de novos casos. “Nesse momento, onde fazemos anúncio de foco, temos hipersensibilidade do sistema e a probabilidade aumentada de receber mais notificações”, afirmou na segunda-feira (19/10).

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