O Grupo Sefert, empresa fornecedora de insumos para o agronegócio, teve seu pedido de recuperação judicial deferido pela Justiça de São Paulo nesta semana. A dívida estimada é de R$ 240 milhões, e os principais credores são os bancos Santander, Banco do Brasil, Itaú e Sicoob Paulista. O processo é coordenado pela Quist Investimentos e pelo escritório RM2F Advogados.
Fundada em 2008 em Santa Cruz do Rio Pardo (SP), a companhia começou como uma pequena revenda de sementes e fertilizantes. Segundo a Quist, o grupo cresceu organicamente até faturar mais de R$ 240 milhões, expandindo suas atividades para defensivos agrícolas, nutrição animal, transportes e irrigação.
A crise financeira, no entanto, foi desencadeada por dívidas contraídas para expansão — incluindo novos arrendamentos, aquisição de gado e terras — que coincidiram com uma quebra de safra em 2023. A produtividade da soja caiu aproximadamente 57% no período devido à instabilidade climática, com a sucessão dos fenômenos La Niña e El Niño. Além disso, os preços das commodities recuaram com o aumento da oferta global.
“O resultado foi a compressão simultânea de receita e custos, inviabilizando o fluxo de caixa do grupo e das atividades rurais conexas, e motivando o pedido de recuperação judicial”, informou o comunicado da Quist.