A irrigação por pivôs centrais vem conquistando cada vez mais espaço no agronegócio brasileiro. Dados da Embrapa, com levantamento até outubro de 2024, apontam um salto de mais de 14% na área irrigada por esse sistema em apenas dois anos, totalizando 2,2 milhões de hectares. No cenário nacional, a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) registra 8,2 milhões de hectares equipados para irrigação, com potencial para chegar a 55 milhões.
Expansão impulsiona indústria de tubos
Esse ritmo acelerado movimenta toda a cadeia produtiva, incluindo os fabricantes de infraestrutura. A Asperbras, empresa de Penápolis (SP) especializada em tubos e conexões de PVC e PEAD, anunciou um aporte de R$ 50 milhões para dobrar a capacidade de produção de PVC em sua planta, adicionando cerca de 10 mil toneladas anuais. O investimento visa atender a demanda dos mercados de São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e região Sul.
“O produtor que decide investir em irrigação precisa de um fornecedor que conheça o campo, entregue produto de qualidade e esteja disponível quando o sistema precisa funcionar. É esse serviço que a Asperbras oferece há quarenta anos”, destaca Thiago Rosa, Diretor Comercial da empresa.
História ligada ao campo
A trajetória da Asperbras está profundamente conectada ao agricultor. Fundada em 1985 por Francisco Colnaghi, a empresa nasceu com a proposta de fornecer sistemas de irrigação integrados, e não apenas peças avulsas. Mais de quatro décadas depois, a operação expandiu-se para seis plantas industriais em São Paulo, Bahia e Rio Grande do Norte, com capacidade de 60 mil toneladas anuais de PVC e 14 mil toneladas de PEAD.
No portfólio de irrigação, os tubos variam de DN 15 a DN 500, com pressões nominais de PN 40 a PN 125. A linha atende adutoras de grande diâmetro, linhas móveis e fixas, além de aplicações agropecuárias. Todos os produtos são fabricados em PVC azul e identificados para uso em irrigação, cobrindo aspersão convencional, gotejamento e engate metálico – este último dispensa adesivo na montagem e desmontagem, sendo ideal para sistemas sazonais na fruticultura e hortaliças.
Perspectivas para 2040
A tendência de crescimento deve persistir. O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional projeta que a área irrigada alcance 12,4 milhões de hectares até 2040, um avanço de 51% sobre o cenário atual. Minas Gerais, Bahia e Goiás lideram em área irrigada, e mais de 70% dos equipamentos concentram-se no bioma Cerrado.
“Saneamento e irrigação são necessidades permanentes do Brasil. Investir agora é estar pronto para a demanda crescente e para os programas públicos de infraestrutura. Para nós, indústria é compromisso de longo prazo”, afirma Francisco Carlos Jorge Colnaghi, Vice-Presidente do Conselho de Administração da Asperbras.
Além da irrigação
A empresa também diversificou sua atuação. A rotomoldagem de polietileno, iniciada em 2002, produz 1.200 toneladas anuais de cochos e bebedouros de alta vazão para a pecuária, além de caixas térmicas das famílias Serve Festa (50 a 360 litros) e Keeper (100 a 1.000 litros), esta última com parede dupla e isolamento térmico. Para o setor urbano, fornece tubos de PEAD PE 80 e PE 100 para adução de água, redes de incêndio e coleta de esgoto, além de poços de visita e inspeção rotomoldados.
Com o crescimento recente dos pivôs e a projeção oficial para 2040, a agricultura irrigada segue em expansão no país, e a indústria de tubos se prepara para acompanhar essa demanda com mais capacidade instalada.