Juçara: palmeira brasileira da Mata Atlântica fica em 2º lugar no ranking mundial de plantas do Taste Atlas

Nativa da Mata Atlântica e ameaçada de extinção, a juçara acaba de ganhar destaque internacional. A palmeira brasileira foi eleita uma das melhores plantas do mundo pelo guia gastronômico Taste Atlas, alcançando a segunda posição no ranking, com nota 4,0 (em uma escala de até 5,0). À frente dela, apenas as folhas de curry, da Índia.

Além da juçara, o Brasil emplacou outras duas representantes no top 10: a guabiroba (6ª posição) e o guaraná (8ª posição). O ranking inclui também plantas do Japão, Chile, Indonésia, Espanha, México, Argentina e outros países.

Características da juçara

A palmeira Euterpe edulis é encontrada em quatro das cinco regiões do Brasil, com maior concentração nos estados litorâneos, como Rio Grande do Norte, Bahia, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, entre outros.

Seu fruto roxo lembra o açaí amazônico, mas possui teor superior de antioxidantes. É aproveitado na alimentação, enquanto as folhas servem para fabricar móveis e o palmito, extraído do tronco, é consumido na culinária. No entanto, a exploração ilegal do palmito levou a espécie ao risco de extinção, já que a planta morre após o corte do caule.

O crescimento lento — de seis a oito anos para o desenvolvimento completo — dificulta a reposição natural e agrava os impactos da extração predatória.

Importância ecológica

Segundo a Reserva da Biosfera da Mata Atlântica (RBMA), a juçara é vital para a biodiversidade: suas sementes e frutos servem de alimento para mais de 68 espécies de aves e mamíferos, como tucanos, jacutingas, sabiás, cotias, antas e esquilos.

O reconhecimento internacional reforça a necessidade de conservação da palmeira, que já foi intensamente explorada no passado. Hoje, iniciativas de manejo sustentável e o cultivo do açaí juçara vêm ajudando na recuperação da espécie.

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