Lavoro avança com pedido de recuperação judicial após descumprir acordo extrajudicial

A Lavoro, distribuidora de insumos agrícolas, deu mais um passo em direção a um pedido de recuperação judicial. A empresa protocolou uma medida cautelar preparatória no Paraná, após deixar de cumprir parcelas previstas em seu plano de recuperação extrajudicial. A ação ocorre em meio a uma disputa judicial com a UPL, sua maior credora, que questiona a transferência do controle da companhia para a Volterra Participações.

Segundo informações apuradas, a AGI, controladora da Lavoro, alega que a mudança do principal estabelecimento para Curitiba se justifica pela relevância do estado do Paraná para os negócios da distribuidora. A AGI afirma que o Paraná concentra a maior parcela do faturamento e um número expressivo de clientes, e que a empresa está encerrando suas operações em São Paulo.

No entanto, tanto a Justiça do Paraná quanto a 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo reconheceram a competência do juízo paulista para homologar o plano extrajudicial. A Justiça paranaense rejeitou recurso da companhia, mantendo a competência de São Paulo. O caso é apontado como um “leading case”, que pode servir de precedente para outros conflitos sobre foro competente em reestruturações de grupos empresariais.

A UPL, credora indiana, também move ações questionando a transferência do controle da Lavoro para a Volterra Participações. A empresa pede acesso a documentos para verificar a estrutura da operação e seus impactos sobre os credores. Enquanto isso, a AGI, especializada em empresas em estresse financeiro, vem ampliando sua atuação, tendo recentemente ingressado no controle da Mobly, dona da Tok&Stok.

A Lavoro foi procurada, mas não se manifestou sobre o caso.

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