Lucro da CNH Industrial cai 35% no segundo trimestre de 2026, mas receita sobe 1,89%

A CNH Industrial, controladora das marcas Case IH e New Holland, registrou lucro líquido de US$ 141 milhões no segundo trimestre de 2026, uma queda de 35% em relação aos US$ 217 milhões do mesmo período de 2025. Apesar da retração no lucro, a receita consolidada da fabricante de máquinas agrícolas e de construção subiu 1,89%, para US$ 4,8 bilhões.

Os números foram divulgados nesta segunda-feira (03/08) pela companhia, que destacou a pressão contínua sobre a economia dos agricultores. Em comunicado, o CEO Gerrit Marx afirmou que a empresa observa indicadores positivos, como a normalização dos estoques das concessionárias e o envelhecimento da frota, mas que o mercado ainda está no ponto mais baixo do ciclo agrícola.

“Nossos resultados do segundo trimestre refletem a execução disciplinada da equipe da CNH em um mercado que permanece no ponto mais baixo do ciclo agrícola”, disse Marx. “Continuamos focados em apoiar nossas concessionárias e clientes, enquanto investimos em equipamentos e tecnologia para fortalecer a CNH no próximo ciclo.”

Desempenho por segmento e região

As vendas líquidas da divisão agrícola cresceram 0,9% no trimestre, totalizando US$ 3,277 bilhões. Na América do Sul, a demanda por tratores caiu 8% e por colheitadeiras, 29%. Na América do Norte, as vendas de tratores com menos de 140 cavalos recuaram 16%, e as de tratores com mais de 140 cavalos, 17%; as colheitadeiras tiveram queda de 7%. Na Europa, a demanda por tratores e colheitadeiras caiu 11%.

Parte da queda do lucro líquido foi atribuída ao segmento de serviços financeiros, impactado pela compressão de margens em todas as regiões (exceto América do Norte), queda de volumes na América do Sul e América do Norte, e aumento dos custos de risco no Brasil.

Perspectivas para 2026

Diante do cenário de preços baixos de commodities, altos custos de insumos e incertezas comerciais, a CNH atualizou suas estimativas. A divisão agrícola deve manter baixos níveis de produção, reduzir estoques com a rede de revendedores e buscar eficiência de custos. A empresa prevê que os resultados fiquem na faixa superior das estimativas anteriores.

Para as vendas líquidas do segmento agrícola, a expectativa é de estabilidade em relação ao ano anterior, com efeito cambial de +2%. A margem Ebit ajustada deve ficar entre 5% e 5,5% para agricultura e entre 1,8% e 2,3% para construção. Já as vendas de construção devem crescer de 5% a 10%, também com +2% de câmbio. O lucro por ação diluído ajustado é estimado entre US$ 0,41 e US$ 0,46.

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