Elas são as grandes protagonistas da produção brasileira de maçãs e dominam as prateleiras de feiras e supermercados. As variedades Gala e Fuji respondem juntas por 95% da produção nacional, estimada em 1,4 milhão de toneladas na safra 2025/26, segundo a Associação Brasileira de Produtores de Maçã (ABPM). Mas você sabe como distingui-las? Apesar de semelhantes, apresentam diferenças claras de aparência, cor, textura e sabor.
Como diferenciar rapidamente Gala e Fuji
Gala: casca vermelha rajada sobre fundo amarelado (há também seleções com coloração vermelha uniforme); formato arredondado levemente cônico; polpa crocante, aromática e suculenta; sabor doce com um leve toque de acidez.
Fuji: formato mais arredondado; casca avermelhada sobre fundo verde-claro ou amarelado; geralmente um pouco maior que a Gala; polpa firme, crocante e muito suculenta; sabor predominantemente doce.
Origem das variedades
Nenhuma das duas surgiu no Brasil. A Gala foi criada na Nova Zelândia, na década de 1930, a partir do cruzamento entre Kidd’s Orange e Red Delicious. A Fuji foi desenvolvida no Japão, em 1939, do cruzamento de Ralls Janet com Red Delicious, e lançada comercialmente nos anos 1960. No Brasil, se adaptaram principalmente em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, estados que concentram a produção nacional.
Benefícios nutricionais
Independentemente da variedade, a maçã é fonte de fibras (especialmente pectina), vitamina C e antioxidantes. O consumo com casca preserva mais fibras e compostos bioativos. A fruta auxilia no funcionamento intestinal, na saciedade e no controle do colesterol e da glicemia. “Gala e Fuji têm perfis diferentes de sabor, mas ambas são ótimas opções para incluir frutas na rotina alimentar”, destaca o diretor-executivo da ABPM, Moisés Lopes de Albuquerque.