O período seco impõe desafios severos às pastagens, mas muitos pecuaristas cometem o erro de acreditar que a volta das chuvas resolve todos os problemas. Na prática, a recuperação do pasto exige planejamento e manejo específico mesmo após as primeiras precipitações.
Especialistas alertam que o solo compactado e a baixa disponibilidade de nutrientes acumulados durante a estiagem podem comprometer o rebrote. Por isso, é fundamental realizar uma avaliação criteriosa da condição da pastagem antes de liberar o pastejo intensivo.
Recomenda-se adotar práticas como a adubação de cobertura, o ajuste da lotação animal e a rotação de piquetes para evitar o superpastejo. Além disso, o monitoramento da umidade do solo e a escolha de espécies forrageiras mais resistentes à seca são estratégias que fazem diferença na recuperação.
O manejo correto nesse período de transição entre a seca e as águas é decisivo para garantir a produtividade do rebanho ao longo de todo o ano.