O mercado brasileiro de algodão em pluma permanece com baixa liquidez no início de julho, em meio ao desacordo entre vendedores e compradores, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Embora parte dos vendedores, especialmente os mais capitalizados e com lotes de melhor qualidade, mantenha postura firme, as cotações perderam sustentação nos últimos dias e voltaram a ceder.
Na terça-feira (7/7), o indicador Cepea/Esalq para o algodão em pluma registrou cotação de R$ 4,1263 a libra-peso, praticamente estável no acumulado de julho (leve alta de 0,08% desde o início do mês). De acordo com o Cepea, alguns vendedores, atentos ao enfraquecimento da paridade de exportação e buscando liquidar os estoques remanescentes da temporada 2024/25 para liberar espaço nos armazéns, passaram a demonstrar maior flexibilidade nas negociações no mercado físico.
Ainda assim, os compradores que estão ativos continuam a ofertar valores inferiores aos pedidos pelos vendedores. Pesquisadores do Cepea destacam que as aquisições da indústria permanecem pontuais, uma vez que a matéria-prima adquirida anteriormente, somada aos estoques disponíveis, tem sido suficiente para atender às necessidades de curto prazo. Nesse contexto, o desempenho das vendas de produtos manufaturados continua sendo acompanhado de perto, pois influencia o ritmo de reposição da matéria-prima.