O mercado brasileiro de fertilizantes vive um cenário dividido. De um lado, o preço do enxofre voltou a cair, aliviando parcialmente os custos de produção de alguns insumos. De outro, os fertilizantes fosfatados continuam sendo negociados em patamares elevados, pressionando o bolso do produtor rural.
Queda do enxofre
A redução nos preços do enxofre é atribuída a fatores como maior oferta do produto no mercado internacional, demanda mais moderada da indústria e ajuste das cotações após períodos de alta. No Brasil, o insumo também acompanha a variação do câmbio e os custos de frete, que influenciam diretamente o valor final pago pelo agricultor.
Fertilizantes fosfatados seguem caros
Já os fertilizantes fosfatados, como MAP, DAP e superfosfatos, seguem com preços elevados. A permanência desses patamares altos está ligada à forte demanda global por fósforo, aos custos logísticos e à dependência brasileira de importação do produto. Além disso, o câmbio desvalorizado frente ao dólar contribui para manter as cotações internas em nível alto.
Impacto para o produtor
Essa combinação — enxofre mais barato e fosfatados ainda caros — tem efeitos mistos sobre os custos de produção. Enquanto o enxofre é utilizado na fabricação de fertilizantes como o sulfato de amônio e na correção de solos, o fósforo é essencial para o desenvolvimento das culturas. O produtor deve seguir atento às janelas de compra e à evolução das cotações internacionais para planejar a aquisição de insumos para as próximas safras.
A tendência, segundo analistas, é de que o mercado continue volátil, com os preços sendo influenciados pelo câmbio, pelas condições climáticas e pelo comportamento da demanda mundial por alimentos.