Mercado do boi gordo desacelera com frigoríficos cautelosos e escalas de abate curtas

O mercado do boi gordo registrou ritmo mais lento nesta quinta-feira (25/6), de acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Na maior parte das regiões, os preços permaneceram estáveis, refletindo a postura cautelosa dos compradores, que mantiveram ofertas nos mesmos patamares observados no início da semana. Em algumas praças, no entanto, houve movimentos pontuais, reforçando o caráter regionalizado das negociações.

Segundo o Cepea, em Campo Grande (MS) e Sorriso (MT), o cenário foi de estabilidade. Já em Três Lagoas (MS), Cassilândia (MS), Pará e oeste da Bahia, houve queda pontual de R$ 5 por arroba. Por outro lado, em Goiânia (GO), a liquidez esteve mais aquecida após valorização de R$ 5 na arroba do boi gordo.

Diante desses movimentos, a liquidez foi moderada ao longo da quinta-feira. Parte dos vendedores segue adiando o retorno ao mercado, na expectativa de novos reajustes. As escalas de abate continuam curtas em boa parte do país, atendendo, em média, sete dias.

A Scot Consultoria registrou quedas para o boi gordo na maioria das 33 regiões monitoradas em relação à terça-feira (23/6). Em Araçatuba (SP) e Barretos (SP), praças de referência, o boi gordo caiu R$ 3, para R$ 342 a arroba. O “boi China” e a novilha também recuaram R$ 3, para R$ 347 e R$ 329 a arroba, respectivamente. Já a vaca caiu R$ 2, para R$ 318 a arroba.

Segundo a Scot, não houve excedente de oferta nas praças paulistas. Entretanto, os frigoríficos reduziram o ritmo das compras e alongaram as escalas de abate. Entre os que atuam na exportação, houve preocupação com as vendas para a China. Parte deles não fechou novos acordos com compradores chineses no curto prazo, o que reduziu a necessidade de compra imediata. Além disso, o mercado interno apresentou escoamento lento.

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