O mercado do boi gordo encerrou a última semana sob forte pressão, conforme aponta a Scot Consultoria. Mesmo com a resistência dos pecuaristas e uma oferta de rebanhos ajustada, o baixo volume de negócios manteve o mercado frouxo e com tendência de queda.
Com a chegada do pagamento de salários, havia expectativa de aumento no consumo de carne, o que poderia impulsionar o mercado. No entanto, não houve mudanças significativas. Na sexta-feira (3/7), das 33 regiões monitoradas pela Scot, 23 não registraram alterações no preço do boi gordo em relação ao dia anterior, enquanto outras dez apresentaram quedas.
Nas praças de Araçatuba (SP) e Barretos (SP), referências para o mercado, o preço do boi gordo ficou estável em R$ 333 a arroba para pagamento a prazo, após duas quedas consecutivas. As demais categorias, como “boi China”, vaca e novilha, também não sofreram alterações.
No Estado de São Paulo, na comparação com o fechamento da semana anterior, as cotações do boi gordo e do “boi China” caíram 2,6%, enquanto as da vaca e da novilha recuaram 1,9% e 1,2%, respectivamente.
Segundo a consultoria Safras & Mercado, o cenário para julho continua de pressão de baixa, considerando as estratégias adotadas pela indústria frigorífica devido ao preenchimento precoce da cota de exportação de carne bovina para a China. “A redução de abates em nível nacional tem sido a estratégia recorrente, ajustando a produção em linha com um ambiente em que o grande importador de carne bovina do Brasil vai se ausentar de maneira parcial e temporária do mercado”, afirma Fernando Iglesias, analista da Safras.