Após a alta registrada no dia anterior, o mercado do boi gordo apresentou estabilidade nesta quarta-feira (2/9) no estado de São Paulo, conforme levantamento da Scot Consultoria. Nas praças de Araçatuba e Barretos, o preço permaneceu em R$ 345 a arroba para pagamento em 30 dias. As cotações do “boi China”, da vaca e da novilha também não sofreram alterações.
Das 33 regiões monitoradas pela consultoria, 27 registraram estabilidade nos preços do boi gordo na comparação diária. Houve altas pontuais no Triângulo Mineiro, Belo Horizonte (MG), sul de Minas Gerais e no oeste e sul da Bahia.
De acordo com a Scot, a oferta de boiadas estava controlada e os frigoríficos compravam apenas o necessário para manter as escalas de abate fluindo. Com as escalas formadas, as indústrias pressionavam os preços, mas a ponta vendedora se manteve firme em suas expectativas, recusando ofertas deprimidas.
O Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) destaca que as cotações do boi gordo permaneceram firmes em agosto, sustentadas pela oferta mais restrita de animais prontos para abate e pela demanda elevada, especialmente no mercado externo. No mês passado, o indicador Cepea/Esalq (baseado nos negócios realizados em São Paulo) teve média de R$ 345,92 por arroba, alta real de 3,1% em comparação a julho e de 9,8% em relação a agosto de 2025 (valores deflacionados pelo IGP-DI).
A oferta também segue limitada pelo menor volume de animais confinados. Com a aproximação do último trimestre, essa menor participação do gado de cocho tende a restringir a oferta adicional de animais terminados e reduzir o espaço para quedas mais acentuadas, especialmente se as exportações permanecerem aquecidas.
No atacado da Grande São Paulo, a carcaça casada bovina registrou média de R$ 24,06 o quilo em agosto, avanço real de 1,9% no mês e de 9,8% em um ano. A carne manteve vantagem sobre o boi gordo, com diferença média de R$ 14,98 por arroba em agosto, mantendo relação favorável à carcaça desde março de 2023.