Milho em queda no Brasil: oferta elevada e dólar mais fraco pressionam cotações

Os preços do milho seguem em trajetória de queda no mercado brasileiro, em meio à ampla disponibilidade do cereal e ao enfraquecimento das referências internacionais. A avaliação é do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Além do volume expressivo da oferta, a retração das cotações externas e a desvalorização do dólar têm reduzido a paridade de exportação, o que reforça o movimento de baixa também no mercado doméstico.

Indicador Cepea acumula queda de 6,41% em outubro

Na sexta-feira (23/10), o indicador do Cepea para o milho, calculado com base nos negócios realizados na região de Campinas (SP), fechou em R$ 64,27 por saca de 60 kg. O valor representa uma baixa de 6,41% no acumulado desde o início de outubro.

Levantamento da consultoria AgRural aponta que, das 39 regiões monitoradas, 24 registraram redução nos preços médios do cereal ao longo da última semana. Nas outras 15 praças, as cotações permaneceram estáveis. Os recuos mais expressivos ocorreram em Chapadão do Sul (MS) e Costa Rica (MS), ambos com queda de 5,7% no período.

Compradores cautelosos e vendedores mais flexíveis

Pesquisadores do Cepea destacam que os compradores seguem cautelosos nas novas negociações. Eles acompanham o ritmo da semeadura, que, mesmo diante do alto volume de chuvas, tem ocorrido de forma satisfatória e mantém boas perspectivas de oferta para os próximos meses.

Do lado vendedor, os produtores estão mais flexíveis na comercialização, seja pelo receio de novas desvalorizações, seja pela necessidade de formar caixa.

Portos recuam com mais intensidade

Nos portos, os preços também caíram, porém de forma mais intensa do que no mercado interno. Segundo o Cepea, o movimento foi puxado pela queda das cotações futuras e pelo recuo do dólar na última semana.

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