Milho fecha em alta em Chicago com clima adverso nos EUA e Europa; veja cotações

O preço do milho avançou na bolsa de Chicago, em meio a problemas para o desenvolvimento da safra em algumas importantes regiões de produção. Os lotes com entrega para dezembro fecharam em alta de 1,37% nesta terça-feira (28/7), negociados a US$ 4,8050 o bushel.

De acordo com Luiz Pacheco, analista da T&F Consultoria Agroeconômica, as cotações estão reagindo diante dos problemas de clima que o milho sofre mundo afora. Um dos percalços está com a safra nos Estados Unidos. Por lá, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) reduziu o percentual de lavouras em boas e excelentes condições, que passou de 66% para 63% em um período de sete dias.

“A deterioração [das lavouras] está concentrada principalmente nos Estados ao oeste do Cinturão do Milho, afetados por altas temperaturas e baixa pluviosidade. Áreas do leste podem receber chuva e tempestades nos próximos dias, mas o oeste continuará enfrentando altas temperaturas e menor disponibilidade de umidade”, destacou Pacheco.

A oferta de milho, segue o analista, também está sendo prejudicada na Europa, onde uma onda de calor já traz reflexos para a safra do continente. O monitor de safras da União Europeia reduziu sua estimativa de rendimento do milho no bloco para 6,93 toneladas por hectare, em comparação com a previsão anterior, de 7,38 toneladas.

Trigo

O trigo fechou a sessão com preços em leve alta. Os contratos para setembro subiram 0,38%, a US$ 6,6250 o bushel. O trigo abriu as negociações no campo negativo, após rumores sobre o aumento do fluxo de exportações de grãos pelo Mar Negro, rota que foi prejudicada pelo andamento da guerra entre Rússia e Ucrânia. Hoje, no entanto, a agência Reuters informou que três portos russos restringiram o escoamento de mercadorias, alegando precaução após ataques de drones a navios na região.

Soja

O preço da soja também avançou em Chicago, após notícias negativas para o desenvolvimento da safra nos Estados Unidos. Os lotes do grão para novembro, os mais negociados atualmente, fecharam a sessão em alta de 0,51%, a US$ 12,20 o bushel. A piora na qualidade da safra americana deu impulso aos valores da soja na sessão. Segundo o USDA, do total da área de soja semeada no país, 63% estão em boas e excelentes condições, índice abaixo dos 66% reportados pelo órgão na semana passada.

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