A Mosaic, uma das maiores fornecedoras globais de fertilizantes, divulgou prejuízo líquido de US$ 273 milhões no segundo trimestre de 2026. No mesmo período do ano passado, a companhia americana registrou lucro líquido de US$ 411 milhões.
A receita da empresa também caiu, passando de US$ 3 bilhões para US$ 2,8 bilhões entre abril e junho. O Ebitda ajustado somou US$ 407 milhões, contra US$ 566 milhões no segundo trimestre de 2025.
Segundo a companhia, o resultado foi influenciado principalmente por menores volumes de vendas e custos mais elevados de matérias-primas nos segmentos de fosfatos e fertilizantes.
Em nota, o CEO da Mosaic, Bruce Bodine, afirmou que as condições de mercado permaneceram desafiadoras no período, impulsionadas pela disponibilidade e pelos custos do enxofre. Há cerca de um mês, a empresa anunciou redução de suas operações no Brasil por causa da escassez do insumo, essencial para a produção de fosfatados.
“Estamos focados naquilo que podemos controlar. Reduzimos a produção de fosfatos, cortamos custos, diminuímos os investimentos de capital e fortalecemos nossa flexibilidade financeira, mantendo, ao mesmo tempo, a capacidade de retomar os níveis máximos de produção quando as condições de mercado melhorarem. Também continuamos a realocar capital de ativos com desempenho insatisfatório em busca de melhores retornos para os acionistas”, declarou Bodine.
O fluxo de caixa livre do segundo trimestre foi de US$ 153 milhões, comparado a US$ 305 milhões um ano antes. A Mosaic afirma que espera melhora no indicador ao longo do restante do ano, com menores investimentos em capital e liberação de capital de giro, principalmente no Brasil.
Sobre a demanda, a empresa destacou que os conflitos armados entre Rússia e Ucrânia e no Oriente Médio, além da seca em regiões agrícolas, podem marcar um ano de elevada extração de nutrientes pelas plantas. Diante dos desafios persistentes de acessibilidade e disponibilidade de fertilizantes, a companhia vê risco de falha na reposição de nutrientes em muitas regiões agrícolas estratégicas, o que ameaça a produtividade no curto prazo e prepara o terreno para uma futura recuperação da demanda por fertilizantes.