O programa global de sustentabilidade NESCAFÉ Plan completa 15 anos no Brasil, consolidando o país como referência em práticas regenerativas, apoio a produtores e inovação na cafeicultura. A iniciativa, que começou com foco no grão, hoje abrange toda a cadeia do café, desde a produção até a xícara, gerando valor compartilhado.
Um exemplo dos resultados é a Fazenda São Bento, no Espírito Santo, onde a produtora Carol Bridi abandonou a carreira no Direito para se dedicar à propriedade da família. Ao recuperar o solo e nascentes com reflorestamento, ela viu a produtividade e a disponibilidade de água aumentarem. “Faltava água até para as casas, agora sobra”, conta. A propriedade é uma das 3.800 participantes do programa.
Com a agricultura regenerativa no centro da estratégia, o NESCAFÉ Plan oferece assistência técnica contínua por uma equipe de agrônomos, que orienta os cafeicultores em práticas como cobertura e proteção do solo, manejo da matéria orgânica, fertilização otimizada e conservação da água e biodiversidade. Hoje, todas as fazendas parceiras aplicam ao menos uma prática regenerativa, e todo o café NESCAFÉ é certificado e verificado.
“O objetivo é combinar ganhos ambientais com mais produtividade, rentabilidade e resiliência para quem produz café”, afirma Rodolfo Clímaco, gerente executivo de Agricultura para Cafés e líder do NESCAFÉ Plan no Brasil.
Além das práticas no campo, o programa se expandiu para outras dimensões. Bárbara Velo, gerente de ESG para cafés na Nestlé Brasil, explica: “No grão, falamos de agricultura regenerativa, resiliência climática, produtividade e renda. Na xícara, eficiência e redução de carbono. E, para além, impacto social nas comunidades produtoras.”
Desde 2019, o NESCAFÉ Plan apoia o projeto Fazedores de Café, que forma jovens para a cafeicultura e para a profissão de barista em centros urbanos. Em 2026, a iniciativa passa a integrar a Academia Gastronomia & Café, da Nestlé, com meta de impactar mais de 500 jovens.
Outra frente é a parceria com a Organização Internacional do Trabalho (OIT) para fortalecer práticas de recrutamento justo e direitos trabalhistas nos estados do Espírito Santo e Bahia, maiores produtores de café conilon do país.
O Brasil também tem papel histórico no desenvolvimento do NESCAFÉ. Na década de 1920, diante de excedentes de café, o governo brasileiro buscou a Nestlé para criar uma versão solúvel. O produto foi lançado em 1938, com o nome que combina “Nes” (Nestlé) e “café”, palavra portuguesa que acompanhou a marca pelo mundo.
“NESCAFÉ nasceu em um contexto de inovação, e é muito interessante ver como essa mesma lógica segue viva hoje, agora também aplicada à sustentabilidade”, conclui Bárbara Velo.