Nestlé espera aumentar vendas de café no Brasil em 2026

A Nestlé planeja impulsionar as vendas de café no Brasil em 2026, apostando em diversificação e sofisticação para atrair novos consumidores e manter os tradicionais. Segundo Valeria Pardal, executiva-chefe da área de café da Nestlé no Brasil, o mercado está se estabilizando após picos históricos de preços em 2025 e voltando a inovar.

Bebidas prontas e frias à base de café têm conquistado especialmente os jovens, que enxergam o produto como momento de prazer e socialização, diferente das gerações anteriores que o viam como combustível. A executiva projeta que, até 2030, o café frio represente 20% das vendas do segmento. Atualmente, esse portfólio já responde por 10% dos negócios no Brasil.

Ao mesmo tempo, consumidores tradicionais estão mais sofisticados, buscando informações sobre origem, regiões produtoras e blends. A tendência premium ganha espaço em volume e valor a cada ano.

A Nestlé é a maior compradora mundial de café verde; apenas o abastecimento da marca Nescafé equivale a 10% da produção global. Valéria classifica a volatilidade dos preços como um “novo normal” e vê na perspectiva de safra recorde no Brasil um cenário favorável para investimentos e crescimento do mix — impulsionado por café gelado, premium e cápsulas.

No primeiro trimestre de 2026, as vendas globais de café da Nestlé subiram 9,3%, com alta média de preços de 5,7%. A Nescafé teve crescimento orgânico de dois dígitos. Nas Américas, a divisão de café representou 20% das vendas, com destaque para Nescafé e Starbucks (licenciada).

No mercado brasileiro, a empresa reforçou a competição no segmento monodose: além das cápsulas Starbucks, lançou a marca Nescafé nesse formato, fabricado pela Nespresso, e mantém a Dolce Gusto no varejo. A companhia também oferece café solúvel em diversas versões, torrado e moído, e preparados como capuccino.

O jornalista viajou a convite da Nestlé.

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