O setor agropecuário chega à nova legislatura do Congresso Nacional com os principais temas praticamente resolvidos, segundo a Action Consultoria. A avaliação é que a disputa agora se desloca para a implementação das leis já aprovadas e para o Supremo Tribunal Federal (STF), onde a frente ruralista terá de defender suas conquistas, principalmente na área ambiental.
Entre os avanços citados estão a Lei Geral do Licenciamento, cujos vetos foram derrubados em 2025, e o novo marco legal do seguro rural, sancionado em setembro deste ano. Para a consultoria, a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) preservou 175 deputados e o Senado ficou majoritariamente alinhado à direita e centro-direita, o que dá força ao setor para defender o que já foi aprovado.
“Com a FPA preservando 175 deputados e um Senado majoritariamente de direita e centro-direita, o setor tem força para isso”, destaca a consultoria.
O ponto sensível, no entanto, é financeiro. Com a Selic em 13,75% e o Orçamento apertado, a equalização de juros do Plano Safra e do seguro rural será a principal negociação com o próximo governo. A bancada ruralista declarou apoio oficial ao candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que ficou em primeiro lugar no primeiro turno com 47% dos votos válidos.
Outro fator que pode pesar é a chegada de 178 novos deputados que vão exercer o primeiro mandato a partir de 2027. Eles ainda não integram nenhuma frente, e a disputa pela adesão deles, a partir de fevereiro, será decisiva para o peso de cada bancada temática.