Oferta de bois só deve cair no último trimestre; pressão sobre arroba deve se intensificar nos próximos 90 dias

O cenário para a pecuária de corte nos próximos meses aponta para uma continuidade da pressão sobre os preços da arroba do boi gordo. Segundo análise do mercado, a esperada redução na oferta de animais para abate, que poderia aliviar a pressão sobre as cotações, deve ficar concentrada apenas no último trimestre do ano. Isso significa que, nos próximos 90 dias, o mercado deverá enfrentar um quadro de oferta ainda elevada, o que tende a manter ou até agravar o movimento de baixa nos preços.

Especialistas do setor indicam que o atual momento é de grande volume de animais prontos para o abate, resultado de um ciclo de confinamento intenso e de uma entressafra que não conseguiu drenar a oferta. Com a perspectiva de que a redução efetiva do número de bois disponíveis só ocorra a partir de outubro, os próximos meses serão decisivos para a formação de preço. Produtores e frigoríficos devem ficar atentos às movimentações do mercado, pois a pressão sobre a arroba pode se intensificar, especialmente se a demanda doméstica e externa não apresentar uma recuperação significativa.

O mercado acompanha de perto os dados de abate e as escalas de frigoríficos, que seguem alongadas em várias regiões do país. A expectativa é de que, com a redução da oferta prevista para o último trimestre, haja um reequilíbrio entre oferta e demanda, o que poderia sustentar uma recuperação nos preços. Até lá, o cenário é de cautela e de possível aperto para os pecuaristas que dependem de margens mais positivas.

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