O cacau registrou queda nos preços na bolsa de Nova York nesta quinta-feira (30/7), com os contratos para setembro fechando em baixa de 1,41%, cotados a US$ 5.112 a tonelada. O movimento reflete um balanço mais favorável entre oferta e demanda, segundo analistas.
De acordo com Lucca Bezzon, analista de inteligência de mercado da StoneX, a expectativa de aumento da safra global de cacau para 2025/26 é um dos fatores que explicam a queda. A consultoria elevou sua projeção de superávit global de 247 mil para 422 mil toneladas. “Esse resultado foi impulsionado pela melhora nas projeções para a Costa do Marfim, maior produtor mundial da amêndoa”, destacou.
Bezzon acrescentou que, no patamar atual de US$ 5 mil por tonelada, os preços estão mais alinhados com os fundamentos do mercado. “Além da revisão nos números de oferta, ainda não há redução na demanda por subprodutos do cacau. Pode ser que, com um recuo ainda maior das cotações, essa procura volte”, afirmou.
O mercado agora monitora de perto os próximos passos da demanda, especialmente de derivados como manteiga e pó de cacau, que seguem sem sinais de recuperação.