A intensa onda de calor que atinge as regiões Centro-Oeste e Norte do Brasil coloca o rebanho bovino sob risco elevado de estresse térmico. As altas temperaturas e a baixa umidade relativa do ar afetam diretamente o bem-estar animal, reduzindo o consumo de alimentos e a produção de leite, além de comprometer a saúde dos animais.
Produtores rurais devem adotar medidas de manejo para minimizar os impactos, como oferecer sombra artificial ou natural, disponibilizar água fresca e de qualidade, ajustar os horários de alimentação para os períodos mais frescos do dia e evitar o manejo intenso nos horários de pico de calor.
O estresse térmico ocorre quando a temperatura ambiente ultrapassa a zona de conforto térmico dos bovinos, que varia entre 10 °C e 30 °C, dependendo da raça e da umidade. Com temperaturas acima de 35 °C e sensação térmica ainda maior, os animais aumentam a frequência respiratória e reduzem a ruminação, resultando em perda de peso e queda na produtividade.