Uma forte onda de calor se espalha pelo Brasil e deve elevar as temperaturas em regiões de pelo menos quatro estados do país. De acordo com a Climatempo, os termômetros devem marcar entre 39°C e 42°C pelo menos até a quinta-feira (20/8).
O fenômeno é provocado por um sistema de alta pressão no interior do Brasil, que causa um bloqueio atmosférico e impede a entrada de frentes frias. O ar, que já vem se aquecendo, fica ainda mais quente. A Climatempo informa que o movimento do ar de cima para baixo, causado por essa alta pressão, deixará grande parte do país com pouca ou nenhuma nebulosidade, resultando em dias com muitas horas de sol forte e baixa umidade do ar.
Uma onda de calor é caracterizada quando as temperaturas ficam pelo menos 5°C acima da média para a época do ano por cinco dias consecutivos. Quando a diferença fica entre 3°C e 5°C, trata-se de um período de calor intenso.
Regiões afetadas
Áreas de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás e Tocantins devem registrar temperaturas de até 42°C. No norte e oeste de São Paulo, Triângulo Mineiro, oeste da Bahia, sul do Maranhão e do Piauí, parte do Tocantins, sul do Pará e Rondônia, as máximas chegam a 39°C.
No Sul do Brasil, o calor intenso predomina, com temperaturas entre 35°C e 37°C no oeste e norte do Paraná. Em Santa Catarina e Rio Grande do Sul, as máximas ficam entre 32°C e 34°C.
Alertas do Inmet
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alertas de perigo potencial (amarelo) e perigo (laranja) para áreas do Sul e região central do Brasil nesta segunda-feira (17/8). A principal preocupação é a baixa umidade relativa do ar, que pode variar entre 20% e 30% nas áreas com alerta amarelo, com baixo risco de incêndios florestais. Nas regiões com alerta laranja, a umidade pode cair para entre 12% e 20%, aumentando o risco de queimadas.
A exceção é o sul do Rio Grande do Sul, que está sob alerta vermelho de grande perigo devido à previsão de chuva superior a 100 mm em um dia, com risco de alagamentos e transbordamento de rios. No domingo, diversos municípios gaúchos já enfrentaram chuva forte e queda de granizo.
Segundo a MetSul Meteorologia, um contraste térmico entre uma massa de ar frio no litoral e uma massa de ar quente no interior favoreceu a instabilidade. A meteorologista Estael Sias alerta para a persistência de chuvas fortes entre o sul do Brasil e o Uruguai.
El Niño muito forte
Na quinta-feira (13/8), a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA (NOAA) aumentou a probabilidade de um El Niño muito forte até o fim do ano. Há 93% de chances de o fenômeno atingir esse patamar entre setembro e novembro, e 95% para o trimestre outubro-dezembro. A NOAA aponta 69% de chance de ser o El Niño mais forte desde 1950.