A Polícia Civil do Paraná (PCPR), em ação conjunta com a Polícia Militar do Paraná (PMPR), prendeu 19 pessoas investigadas por integrar uma organização criminosa especializada no furto qualificado de gado na região noroeste do estado. O grupo teria roubado mais de 2 mil cabeças de gado desde 2019, com prejuízo estimado em mais de R$ 10 milhões.
A operação foi deflagrada nas primeiras horas desta quarta-feira (9/9) e abrangeu os municípios de Alto Paraná, Paranacity, Cruzeiro do Sul, Colorado, Itaguajé, Uniflor, Nova Esperança, Astorga, Jaguapitã, São João do Caiuá, São Jorge do Ivaí, São Geraldo, Luiziana, Campo Mourão, Araruna e Roncador.
As investigações começaram com o furto de 29 cabeças de gado em 13 de agosto de 2025, em uma propriedade rural de Alto Paraná. A partir desse fato, as autoridades iniciaram diligências que resultaram em 47 mandados de busca e apreensão. Foram apreendidas oito armas de fogo, 210 munições, celulares, dinheiro em espécie, dois caminhões utilizados nos crimes e diversos objetos de marcação de gado.
“A Polícia Militar atua junto aos produtores rurais, intensificando as visitas e o levantamento de informações. A partir desses dados, a Patrulha Rural Comunitária repassou informações à Polícia Civil, que conduziu as investigações. Hoje, de forma integrada, apoiamos o cumprimento dos mandados e seguimos trabalhando para prevenir novos furtos e atender rapidamente às ocorrências”, enfatizou o comandante do 8º Batalhão da PMPR, major Braz.
Os levantamentos revelaram a atuação de uma estrutura criminosa profissionalizada e hierarquizada, dedicada ao furto, transporte e comercialização de gado na região. Ao longo de aproximadamente dez meses, verificou-se que o grupo era composto por cerca de 40 pessoas, com divisão de tarefas que incluíam reconhecimento prévio das propriedades, execução dos furtos, apoio logístico, fraude documental para conferir aparência de licitude aos animais furtados e escoamento do rebanho para receptadores e leilões.
“Verificamos que as ações criminosas remontam ao ano de 2019 e envolveriam o furto de mais de 2 mil cabeças de gado, com prejuízo estimado em mais de R$ 10 milhões apenas em parte da região Noroeste do Estado, locais em que foram registrados mais de 340 boletins de ocorrência nos últimos anos”, detalhou o delegado da PCPR João Lucas Vieira Caetano.
Os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa, furto qualificado de semoventes, receptação, corrupção ativa e passiva, inserção de dados falsos em sistema de informações, adulteração de sinal identificador de veículo automotor, crimes contra a saúde pública e eventuais outros delitos que surjam durante as investigações.