Preço da soja sobe no Brasil impulsionado por compras chinesas nos EUA

O preço da soja no mercado brasileiro encerrou a semana em alta, acompanhando as cotações internacionais e impulsionado pela expectativa de continuidade das compras de soja dos Estados Unidos pela China para a safra 2026/27. Nesta sexta-feira (14/8), o indicador Cepea/Esalq, baseado nos negócios realizados no Porto de Paranaguá, registrou a cotação de R$ 148,95 a saca de 60 quilos, uma alta diária de 1,37% e avanço semanal de 2,62%. No acumulado de agosto, o ganho é de 2,79%.

Em todas as 38 regiões monitoradas pela consultoria AgRural houve alta na saca da soja na comparação diária. Em uma semana, as praças de Goiás registraram os maiores avanços nas cotações: Mineiros (5,8%), Jataí (5,8%) e Rio Verde (5,7%). Na bolsa de Chicago, os contratos para novembro subiram 0,76%, a US$ 11,9075 o bushel.

Segundo a consultoria Granar, a relação entre os países “parece estar se normalizando gradualmente” depois da queda nas compras para o ano comercial de 2025/26. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) confirmou uma nova venda de 136 mil toneladas de soja americana para a China.

Nos principais polos produtores, os preços da saca de 60 kg variaram: em Ponta Grossa (PR), R$ 143; em Passo Fundo (RS), R$ 139,50; em Sorriso (MT), R$ 129; em Dourados (MS), R$ 134; em Rio Verde (GO), R$ 138; em Uberaba (MG), R$ 139,50; em Luís Eduardo Magalhães (BA), R$ 131; e em Balsas (MA), R$ 130.

A alta reflete o otimismo do mercado com a retomada das compras chinesas e o suporte das cotações internacionais, sinalizando um cenário positivo para os produtores brasileiros.

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