O mercado do boi gordo apresentou estabilidade na grande maioria das regiões pecuárias nesta quinta-feira (18/6), de acordo com a Scot Consultoria. O cenário é de menor ritmo de compras por parte dos frigoríficos, que se abasteceram para a semana e aguardam os resultados das vendas de carne bovina para se reposicionar.
Segundo a consultoria, a oferta de boiadas não aumentou e atende à demanda, embora sem folga. Sem aumento na disponibilidade de bovinos e com o ritmo de compras menor, as cotações ficaram estáveis. Das 33 regiões monitoradas, 26 não tiveram alterações no preço do boi gordo na comparação diária.
Houve quedas em Três Lagoas (MS), norte e sudoeste de Mato Grosso, Santa Catarina e Espírito Santo. Já no oeste da Bahia e no sul do Tocantins, as cotações subiram.
Após queda no dia anterior, nas praças de Araçatuba (SP) e Barretos (SP), referências para o mercado, o preço do boi gordo não mudou nesta quinta-feira, seguindo em R$ 348 a arroba para o pagamento a prazo. As cotações do “boi China”, da vaca e da novilha também não sofreram alterações.
O Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) destaca que, ao longo de junho, o mercado pecuário tem sido marcado pelo ritmo mais lento de negócios em grande parte das regiões de criação de gado. Diante das incertezas e especulações do mercado, vendedores e compradores têm adotado uma postura mais cautelosa, postergando as negociações.
As escalas de abate estão entre quatro e 11 dias, contribuindo para um cenário de maior estabilidade nos preços da carne bovina. Na parcial deste mês (de 29 de maio a 17 de junho), segundo o indicador do Cepea, a carcaça casada bovina registra leve recuo de 0,24%, sendo negociada a R$ 24,71 o quilo na quarta-feira (17/6).
O resultado reflete o comportamento distinto entre os cortes. Enquanto o traseiro acumula queda de 1,12%, o dianteiro registra valorização de 1,03% e a ponta de agulha permanece estável.