O mercado do boi gordo registrou alta na maior parte do Brasil, refletindo um cenário de oferta restrita e demanda aquecida. Os frigoríficos, por sua vez, enfrentam dificuldades para montar as escalas de abate, pressionados pela necessidade de garantir matéria-prima em um momento de preços em elevação.
De acordo com informações do setor, a valorização do boi gordo ocorre em diversas regiões produtoras, impulsionada pela menor disponibilidade de animais para abate e pela procura constante por carne bovina, tanto no mercado interno quanto para exportação. Esse movimento tem gerado um descompasso entre a oferta de gado e a capacidade de processamento das indústrias.
Os frigoríficos, para manter a operação, estão ajustando suas estratégias de compra, muitas vezes elevando os preços pagos aos pecuaristas para assegurar o volume necessário de abate. No entanto, a disputa por lotes de boi gordo tem se intensificado, resultando em escalas de abate mais curtas e em negociações mais complexas.
Especialistas do mercado avaliam que a tendência de alta pode se manter nas próximas semanas, caso a oferta de gado continue restrita e a demanda permanecer firme. O cenário é acompanhado de perto por produtores e indústrias, que buscam equilibrar os custos e a rentabilidade em um ambiente de preços voláteis.