Preço do café perde força na bolsa de Nova York

O café fechou a sessão na bolsa de Nova York desta quarta-feira (17/6) em leve baixa, após um movimento de realização. Os lotes do arábica para setembro recuaram 0,33%, a US$ 2,7190 a libra-peso. Na véspera, os futuros haviam avançado mais de 5% devido às previsões de geadas para áreas produtoras do Brasil, maior produtor e exportador mundial da variedade arábica, segundo Vicente Zotti, diretor da NRP Agro.

O mercado ainda reflete os números da colheita brasileira. Na Cooperativa Regional de Cafeicultores em Guaxupé (Cooxupé), os trabalhos chegaram a 15,8% da área de atuação, ante 12% na semana passada. A cooperativa não divulgou os números do ano anterior, mas analistas especulam que há um atraso na colheita devido ao elevado volume de chuvas em algumas regiões produtoras.

Além do café, outras commodities também tiveram movimentações na bolsa de Nova York. O algodão se valorizou, com os lotes para dezembro avançando 2,62%, a 79,79 centavos de dólar por libra-peso. Segundo Pery Pedro, consultor independente, os preços vêm subindo desde abril com o aumento das áreas de seca nos EUA, podendo resultar em perdas de 1 milhão de toneladas.

O cacau encerrou praticamente estável, com os contratos para setembro subindo 0,07%, para US$ 4.237 a tonelada. O suco de laranja concentrado e congelado (FCOJ) avançou 0,81%, a US$ 1,4885 a libra-peso, após duas quedas consecutivas. Já o açúcar demerara para outubro subiu 0,42%, a 14,37 centavos de dólar por libra-peso.

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