Preços da mandioca reagem após mais de dois meses de queda, aponta Cepea

Após dez semanas consecutivas de quedas, os preços da mandioca finalmente registraram uma reação em parte das regiões produtoras do Brasil, de acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Apesar da melhora das condições climáticas na maioria das praças, a colheita e a comercialização da raiz avançaram menos do que o esperado, o que contribuiu para equilibrar a oferta e a demanda industriais.

Segundo o Cepea, a menor disponibilidade de raízes de segundo ciclo em algumas áreas, combinada com a priorização de atividades de plantio por parte dos produtores (em detrimento da colheita), foi o principal fator por trás da alta nas cotações. A redução da área cultivada também tem sido sinalizada pela maior parte dos agricultores, influenciada pela baixa rentabilidade das últimas temporadas, pelos elevados valores dos arrendamentos (especialmente no Paraná) e pelos custos crescentes dos insumos.

No médio prazo, o Cepea alerta para os possíveis impactos do fenômeno El Niño, previsto com forte intensidade. Na região Centro-Sul, a alternância entre períodos chuvosos e veranicos pode comprometer o desenvolvimento das lavouras. Já no Nordeste, a menor ocorrência de precipitações pode alterar o fluxo de comercialização, gerando reflexos nos preços da mandioca.

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