Os preços da soja encerraram a semana em queda na maioria das praças brasileiras, refletindo o movimento de baixa na bolsa de Chicago e a expectativa de melhora climática para o plantio. No porto de Paranaguá (PR), o indicador Cepea/Esalq fechou o dia em baixa de 0,73%, com a saca cotada a R$ 160,55. No mercado externo, a soja registrou queda de 2,68%, com os contratos para novembro negociados a US$ 12,9650 o bushel.
Segundo Ronaldo Fernandes, analista da Royal Rural, a desvalorização é pontual no curto prazo, pois a demanda pelo grão brasileiro segue elevada. “Estamos com 87% de soja comercializada. Não é normal termos esse patamar tão elevado, e ele pode implicar em queda dos estoques, pois o mercado interno não está abastecido, e a China ainda vai comprar muita soja do Brasil”, afirmou, acrescentando que 4 milhões de toneladas já foram nomeadas para o país asiático neste mês.
Para Fernandes, os preços só devem perder força quando o clima der sinais claros de melhora para o avanço do plantio no país. Também houve queda na maioria das praças monitoradas pela AgRural. O principal recuo foi em Erechim (RS), com desvalorização de R$ 5 e a saca a R$ 150. Em Ponta Grossa (PR), o preço caiu R$ 1,50, para R$ 152,50. Em Primavera do Leste (MT), a soja registrou forte baixa de R$ 3, para R$ 141,50. Já em Luís Eduardo Magalhães (BA), o recuo foi de R$ 1, com o preço a R$ 141.
Demanda por soja brasileira pode enxugar estoques do grão no país — Foto: R Rufino