Os preços do milho continuam em alta no mercado brasileiro, contrariando as expectativas de uma safra recorde. De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a estimativa da Conab para a safra 2025/26 é de 143 milhões de toneladas, mas os valores seguem subindo. O movimento é sustentado principalmente pela postura retraída dos produtores, que limita o volume de negócios no mercado físico.
Além disso, fatores como os valores internacionais elevando a paridade de exportação, o atraso na colheita no Brasil e as preocupações com o El Niño no final do ano também influenciam as altas. Na sexta-feira (14/8), o indicador do Cepea para o milho, baseado em negócios realizados em Campinas (SP), fechou a R$ 66,35 a saca de 60 quilos, um avanço de 1,69% desde o início de agosto.
Das 39 regiões monitoradas pela AgRural, 29 registraram alta nas cotações na comparação semanal, enquanto oito praças mantiveram estabilidade. Apenas Cascavel (PR) e Ponta Grossa (PR) tiveram quedas no período. Pesquisadores do Cepea destacam que os compradores seguem ativos na recomposição de estoques, mas mantêm as ofertas abaixo dos valores pedidos. Esses agentes acreditam que, com o avanço da colheita, o interesse dos vendedores pode aumentar.
O cenário reforça a dinâmica de oferta e demanda no setor, com produtores aguardando melhores condições para negociar, enquanto compradores buscam se abastecer antes de possíveis novas altas.