Previsão de chuvas intensas no Sul acende alerta para lavouras de trigo

As condições meteorológicas previstas para os próximos dias aumentam a atenção sobre as lavouras de trigo na Região Sul do Brasil, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) mostra que a semeadura da cultura está concluída, com as lavouras em diferentes estádios de desenvolvimento nos principais estados produtores.

No Rio Grande do Sul, as lavouras concentram-se no estádio de desenvolvimento vegetativo, enquanto as áreas mais adiantadas começam a entrar em floração. Segundo a Conab, as condições de elevada umidade e altas temperaturas já têm favorecido a ocorrência de doenças foliares no Estado.

No Paraná, a alternância entre períodos de chuva e maior insolação tem favorecido o desenvolvimento da cultura, principalmente nas fases reprodutivas, uma vez que boa parte das lavouras se encontra em floração e enchimento de grãos.

Em Santa Catarina, a semeadura foi finalizada e, de maneira geral, as lavouras apresentam condições satisfatórias e baixa pressão de pragas e doenças, embora sejam observadas manchas foliares em áreas que ainda estão em desenvolvimento vegetativo.

Além dos efeitos associados à umidade, episódios de chuva intensa acompanhados de rajadas de vento e granizo podem provocar danos pontuais às plantas, principalmente nas áreas diretamente atingidas pelos eventos meteorológicos mais severos.

A previsão de precipitação acumulada para os próximos sete dias, com base no Inmet, indica que os maiores acumulados de chuva do país deverão concentrar-se na Região Sul, com destaque para o Rio Grande do Sul e Santa Catarina, onde os maiores volumes poderão superar os 150 mm em áreas pontuais do nordeste e do extremo sul gaúcho, bem como no sul de Santa Catarina.

A combinação entre o elevado armazenamento relativo de água no solo em áreas da Região Sul e os volumes de chuva previstos pode contribuir para a manutenção de condições de elevada umidade nas lavouras. Esse cenário pode reduzir os períodos disponíveis para a realização de manejos e tratamentos fitossanitários e, associado a condições favoráveis de temperatura, favorecer o desenvolvimento de doenças.

No Rio Grande do Sul, onde já há registro de doenças foliares e as lavouras mais adiantadas começam a entrar em floração, a persistência de condições úmidas demanda maior atenção ao acompanhamento das lavouras. Em Santa Catarina, onde também são observadas manchas foliares em áreas em desenvolvimento vegetativo, a manutenção da disponibilidade de água no solo e os volumes de chuva previstos devem ser acompanhados.

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