A cultura do trigo no Rio Grande do Sul se aproxima do fim do ciclo, com 19% das lavouras já colhidas. Segundo a Emater-RS, a área cultivada com o cereal no estado totaliza 763.121 hectares – uma redução de 34,56% em relação aos 1.166.163 hectares de 2025. Já a produtividade média estimada subiu para 2.833 kg/ha, alta de 4,88% frente à projeção inicial de plantio (2.701 kg/ha). No entanto, esse resultado ainda depende do desempenho até o final do ciclo.
Em comparação com a safra passada, a produtividade atual mostra retração de 5,55% ante os 2.968 kg/ha obtidos em 2025. A produção total esperada é de 2.161.922 toneladas, o que representa queda de 37,48% em relação às 3.458.083 toneladas colhidas no ano anterior. Atualmente, a maioria das lavouras está em enchimento de grãos (35%) e maturação (45%). A Emater relata que, nas áreas já colhidas, há produtividades satisfatórias, mas a qualidade do cereal ficou abaixo das expectativas iniciais em parte das regiões, com redução do peso hectolitro (PH), além de grãos avariados e chochos. Em algumas lavouras, foi feita dessecação para uniformizar a maturação e preservar a qualidade dos grãos.
Canola em expansão
A área plantada de canola no Rio Grande do Sul cresceu 117,83% em relação a 2025, chegando a 379.887 hectares. A produtividade estimada é de 1.340 kg/ha, queda de 17,23% ante a projeção inicial de 1.619 kg/ha. A produção prevista é de 508.863 toneladas, aumento de 78,25% frente às 285.481 toneladas de 2025. As lavouras estão em maturação e colheita. O excesso de chuvas, granizo e ventos fortes durante o ciclo reduziram o potencial produtivo, especialmente no Noroeste. A abertura de síliquas, a debulha natural e danos mecânicos causados por temporais ampliaram as perdas. Em alguns locais, a colheita é feita com umidade acima do ideal, e o escurecimento de síliquas e grãos mofados aumenta nas áreas que permanecem no campo.