Produtores americanos de milho pedem tarifa de 25% sobre etanol do Brasil em meio a disputa comercial

A National Corn Growers Association (NCGA), que representa os produtores de milho dos Estados Unidos, apresentou um depoimento ao governo americano no âmbito da investigação comercial aberta contra o Brasil com base na Seção 301. A entidade acusa o país de adotar práticas que prejudicaram os agricultores americanos na última década, especialmente no mercado de etanol.

No documento, a NCGA defende a imposição de uma tarifa de 25% sobre o etanol brasileiro e pede medidas adicionais de retaliação. Segundo a associação, o Brasil penaliza injustamente os produtores dos EUA ao manter desde 2017 uma tarifa de 20% e uma cota tarifária para o biocombustível americano, que atualmente está em 18%. A entidade afirma que essa barreira fez o mercado brasileiro praticamente evaporar para os exportadores americanos.

“Os produtores de milho dos EUA sentiram os efeitos da tarifa à medida que o acesso ao mercado sofreu uma queda acentuada”, declarou o vice-presidente da NCGA, Matt Frostic. “Em 2018, o Brasil era o principal mercado para as exportações de etanol dos EUA. Com a reimposição da tarifa, o mercado praticamente desapareceu.”

A NCGA também criticou o programa RenovaBio, acusando o Brasil de discriminar produtores estrangeiros ao dificultar a habilitação de usinas americanas e de usar o discurso de menor pegada de carbono para favorecer seu próprio etanol. A entidade pede ainda que o governo americano avalie restrições comerciais adicionais, paridade no acesso a programas regulatórios e compensações por perdas sofridas pelos agricultores dos EUA.

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