A Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz) alerta que o Plano Safra 2026/27, previsto para ser lançado nos próximos dias, pode não beneficiar plenamente os produtores de arroz se não vier acompanhado de medidas de renegociação de dívidas e redução do custo do crédito. A avaliação é do presidente da entidade, Denis Dias Nunes, que destaca o alto endividamento como principal obstáculo para a contratação de novas linhas de financiamento.
“Precisamos de um grande suporte governamental. Sem isso, grande parte dos produtores não terá acesso ao crédito diante das dificuldades que encontramos”, afirma Nunes. O Rio Grande do Sul responde por cerca de 70% da produção nacional de arroz, o que torna o estado central para a segurança alimentar do país.
A Federarroz defende a aprovação do PL 5.122/2023, que autoriza a criação de uma linha especial de financiamento para produtores rurais atingidos por eventos climáticos. Além disso, a entidade reivindica que a subvenção ao custeio da agricultura empresarial tenha taxas de juros inferiores a 10% ao ano. Quanto ao volume total do Plano Safra, a expectativa é de que o anúncio gire em torno de R$ 600 bilhões, valor próximo ao solicitado pelas confederações da agricultura.
O tema ganha relevância em meio às discussões sobre o endividamento rural e o impacto nas contas públicas. Sem a renegociação, muitos agricultores podem ficar de fora do acesso ao crédito de custeio essencial para manter a atividade no campo.