Pronaf 2026/27: R$ 85,2 bilhões em crédito e juros menores para a agricultura familiar

O Plano Safra da Agricultura Familiar 2026/27 destinará R$ 85,2 bilhões em financiamentos para o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). O valor é 9% superior aos R$ 78,2 bilhões do ciclo anterior e supera os R$ 82 bilhões inicialmente solicitados pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA). O anúncio oficial ocorrerá em cerimônia no Palácio do Planalto, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da ministra Fernanda Machiaveli.

Além do crédito, o governo prevê R$ 12,1 bilhões em outras políticas, como compras públicas, seguro e assistência técnica, totalizando R$ 97,3 bilhões para o setor. Entre as ações, destacam-se R$ 1,1 bilhão para o Garantia-Safra, R$ 6,6 bilhões para o Proagro, R$ 3,6 bilhões para o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), R$ 749 milhões para assistência técnica e R$ 20 milhões para o PGPM-Bio.

Redução de juros no custeio e investimento

O MDA conseguiu reduzir os juros das principais linhas do Pronaf em 0,5 e 1 ponto percentual. No custeio, as taxas passaram a variar entre 1% e 7,5% ao ano, ante 2% a 8% no ciclo anterior. Para investimentos, as alíquotas vão de 1% a 5% para máquinas e equipamentos, e até 7,5% para outras aplicações.

A maior redução ocorre nas linhas estratégicas para alimentos básicos (arroz, feijão, mandioca e hortaliças), cujos juros caíram de 3% para 2% ao ano. A produção orgânica e agroecológica teve a taxa cortada pela metade, de 2% para 1%. Já a soja e o gado de corte terão juros de 7,5% (antes 8%), enquanto outros produtos como milho, café e frutas passam de 6,5% para 5,5%.

No total, os recursos somados para agricultura familiar e empresarial chegam a R$ 610,3 bilhões na safra 2026/27, um incremento nominal de 2,7% em relação aos R$ 594,4 bilhões de 2025/26.

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