Queda na oferta de bovinos deve se intensificar no último trimestre, elevando pressão sobre a arroba nos próximos 90 dias

O mercado pecuário brasileiro enfrenta um cenário de aperto na oferta de animais prontos para abate. De acordo com projeções setoriais, a redução no número de bois gordos disponíveis deve se concentrar no último trimestre do ano, o que pode agravar ainda mais a pressão altista sobre os preços da arroba nos próximos 90 dias.

Com a entressafra avançando e as condições de pastagens ainda desafiadoras em várias regiões, o produtor tende a segurar os lotes, aguardando melhores cotações. Esse movimento de retenção, somado à menor oferta de fêmeas e à saída de animais mais pesados do confinamento, deve resultar em um mercado mais enxuto no curto prazo.

Para os analistas, o efeito imediato será a continuidade da valorização da arroba, sustentada pela demanda firme dos frigoríficos, que precisam manter as escalas de abastecimento. Contudo, a expectativa é de que o alívio na oferta só venha de forma mais consistente no último trimestre, quando os animais que estão sendo recriados agora chegam ao ponto de abate.

Enquanto isso, pecuaristas devem ficar atentos às oscilações do mercado físico e às programações de compra da indústria para tomar decisões estratégicas de venda. A tendência, por ora, é de que os preços continuem em alta nos próximos meses, sustentados pela escassez de matéria-prima.

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