Rabobank projeta estabilidade para preços do algodão

Em meio a expectativas de uma leve redução nos estoques globais, possível avanço na produção do Brasil e cautela na demanda, o Rabobank estima que os preços do algodão tendem a permanecer “relativamente estáveis”, disse o banco holandês em relatório divulgado nesta quarta-feira (24/6).

“Vale destacar que parte da produção ainda depende da evolução das condições climáticas, de modo que eventuais riscos adicionais na oferta global podem não apenas influenciar os preços, mas também afetar o ritmo das exportações brasileiras”, afirmou, lembrando que há o fenômeno climático El Niño.

A produção de algodão da safra 2025/26 está estimada, segundo o banco, em 4 milhões de toneladas que, se confirmada, seria a segunda maior da história no Brasil. O volume viria apesar de uma redução de 2% na área plantada, que foi compensada por ganhos de produtividade e clima favorável durante o desenvolvimento das lavouras.

“Olhando adiante, para a safra 2026/27, o USDA [Departamento de Agricultura dos EUA] projeta uma retração de aproximadamente 5% na produção global em relação ao ciclo 2025/26, enquanto o consumo mundial deve apresentar crescimento moderado, em torno de 1,5%”, informou o relatório do Rabobank. Para o banco, esse descompasso entre oferta e demanda tende a resultar em uma leve redução dos estoques globais da pluma.

Na ponta da demanda, a inflação e os impactos do conflito no Oriente Médio sobre os custos logísticos podem afetar o consumo na indústria têxtil.

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