Raiva bovina confirmada em Santa Catarina: casos chegam a 26 em 2026

A Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) confirmou um caso de raiva bovina em um rebanho no município de Itapiranga, no oeste do estado. A doença, transmitida pela mordida de morcegos hematófagos, não tem cura e pode causar prejuízos significativos à pecuária se as medidas de prevenção não forem adotadas.

De acordo com o órgão vinculado à Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária, exames laboratoriais detectaram a presença do vírus em uma vaca leiteira que morreu no dia 12 de julho. Na mesma propriedade, outro bovino apresentou sintomas compatíveis com a doença e está sendo monitorado pelas autoridades sanitárias.

“Não é um número que excede a normalidade, mas é o momento de prestar atenção para os cuidados. É preciso que o produtor faça a vacinação, porque esse animal foi contaminado, possivelmente, por morcegos que vivem na região. A vacinação é o que há de melhor. Também é importante lembrar que a raiva pode atingir outras espécies de mamíferos da propriedade e o ser humano”, destacou Celles Regina de Matos, presidente da Cidasc.

Em 2026, Santa Catarina já registrou 26 casos de raiva bovina. Os municípios com maior número de ocorrências são Pescaria Brava (6), Chapecó (4), Orleans (3), Angelina (2), Gravatal (2), Apiúna (1), Bocaína do Sul (1), Caçador (1), Criciúma (1), Indaial (1), Itapiranga (1), Major Gercino (1), São Francisco do Sul (1) e São José do Cedro (1).

O que é a raiva bovina?

A raiva bovina, também conhecida como raiva dos herbívoros, é uma doença viral que afeta o sistema nervoso central e não tem cura. Além dos bovinos, pode atingir outros animais de produção, como equinos, ovinos, caprinos e suínos, além de animais silvestres e seres humanos. O transmissor é o Desmodus rotundus, conhecido como morcego-vampiro, que transmite o vírus por meio da saliva durante a mordida.

Os sintomas, após o período de incubação de 30 a 90 dias, incluem mudança de comportamento, perda de apetite, salivação excessiva, falta de coordenação motora, fraqueza e dificuldade para se levantar. A doença evolui rapidamente, e os animais costumam morrer entre quatro e oito dias por paralisia respiratória.

A principal medida de prevenção é a vacinação dos rebanhos. A Cidasc também orienta os produtores a observarem possíveis abrigos de morcegos hematófagos, como troncos ocos de árvores, cavernas, casas abandonadas, telhados e porões, e comunicar às autoridades sanitárias sobre qualquer suspeita da doença.

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