O governo britânico anunciou que vai aplicar medidas para impedir a compra de produtos estrangeiros importados originados de terras desmatadas ilegalmente. A proposta de legislação, inspirada no Regulamento Antidesmatamento da União Europeia (EUDR, na sigla em inglês), foi apresentada durante a London Climate Action Week nesta terça-feira (23/6).
Na proposta, empresas britânicas que compram commodities como soja, café, óleo de palma e cacau terão que garantir que os produtos não tenham sido produzidos em áreas de desmatamento ilegal. A regra, porém, difere da EUDR a respeito do desmate legal, já que a regra do bloco europeu barra a importação de produtos de áreas desmatadas mesmo dentro da lei, com data de corte em 2020.
“É por isso que lideramos pelo exemplo e examinamos minuciosamente as nossas próprias cadeias de abastecimento. A eliminação de produtos ligados ao desflorestamento ilegal não só ajuda a proteger ecossistemas preciosos, mas é boa para a nossa resiliência coletiva e para a prosperidade a longo prazo”, disse Mary Creagh, ministra do meio-ambiente do país.
Segundo o governo, as empresas, a sociedade civil e parceiros internacionais serão consultados ao longo do ano para detalhar a legislação, que é esperada para entrar em vigor em 2027. A EUDR, prevista para entrar em vigor em dezembro de 2026, é citada como a base da medida britânica. A legislação europeia estabelece a proibição da importação de madeira, cacau, soja, óleo de palma, gado/carne e borracha de áreas desmatadas a partir de 2021.