Rentabilidade do melão no Vale do São Francisco sobe, mas custos elevados comprimem margens

A safra principal de melão no Vale do São Francisco, entre abril e julho, apresentou rentabilidade superior à campanha de 2025, mesmo com problemas na produção. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a média das cotações no período foi 41% superior à da temporada anterior, atingindo um valor médio de R$ 1,88 o quilo.

Os potenciais produtivos ficaram em torno de 24,17% inferiores aos de 2025, cenário que propiciou um menor volume na safra como um todo. Por outro lado, os custos de produção também subiram, alcançando R$ 1,37 por quilo durante o período da temporada, o que representa um aumento de 16% em relação ao ano anterior.

Segundo colaboradores do Cepea, os custos aumentaram principalmente em função da alta dos preços dos insumos, especialmente de defensivos e de produtos da plasticultura, como o mulching, diante do conflito no Oriente Médio. Além disso, devido às precipitações mais intensas na região, houve maior necessidade de aplicação de defensivos e de investimentos em sementes mais resistentes às condições climáticas, elevando ainda mais os desembolsos.

Portanto, mesmo com a alta dos preços, o incremento dos custos de produção limitou o avanço da rentabilidade dos produtores, que tiveram margem média de R$ 0,51 por quilo para o melão amarelo, 236% superior ao registrado na safra de 2025. Apesar da alta, o ganho médio foi bem inferior ao de safras mais rentáveis da série histórica, como 2024, quando o ganho foi de R$ 1,18 por quilo.

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