A Rosella eximinus, conhecida por sua plumagem multicolorida, é uma ave ornamental que chama atenção em exposições e torneios de ornitologia. Originária da Oceania, especialmente do interior da Austrália, ela se adaptou bem ao clima brasileiro, sendo uma opção de baixo custo e fácil manejo para quem busca uma renda extra ou um animal de estimação dócil.
Por que criar a Rosella eximinus?
Além do visual exuberante, a espécie tem canto agradável e pode imitar palavras e frases curtas quando criada desde filhote. Com até 30 cm de comprimento, é ativa e resistente, podendo viver mais de 20 anos. A demanda é alta entre criadores e participantes de concursos, o que garante boa comercialização.
Infraestrutura e alojamento
A ave não precisa de grandes áreas: pode ser mantida em gaiolões ou viveiros compactos, em propriedades rurais ou até em quintais. O ideal é que o viveiro tenha pelo menos 1 x 1 metro, com telas de arame arredondado para não danificar as penas. Metade da cobertura deve ser de telhas de barro para proteção contra chuva e sol, enquanto a outra parte fica aberta para entrada de luz solar. Poleiros de diferentes diâmetros ajudam a exercitar os dedos e prevenir atrofias.
Alimentação
A dieta inclui sementes (painço, girassol, alpiste, milho), frutas, hortaliças folhosas (couve, almeirão), brotos, bagas, nozes, flores, néctar, insetos e larvas. Rações balanceadas específicas estão disponíveis em lojas agropecuárias.
Reprodução
O acasalamento começa entre 1 e 2 anos de idade, concentrando-se de agosto a janeiro, com pico em setembro. Cada casal realiza cerca de três posturas por ano, com média de cinco ovos por ninhada. A incubação dura aproximadamente 20 dias, e a fêmea sai apenas para se alimentar. É importante ter ninhos extras para evitar disputas.
Cuidados essenciais
Embora convivam bem com outras espécies, as Rosellas podem se tornar agressivas durante a reprodução, especialmente em viveiros muito populosos. Para evitar erros na formação de casais, o teste de DNA é mais seguro do que a observação das cores (machos têm cores mais vivas). Brinquedos estimulam a interação. Filhotes retirados do ninho entre 15 e 20 dias e alimentados com papinha própria tornam-se mais dóceis e aptos a imitar sons.
Investimento e retorno
O custo de cada exemplar (macho ou fêmea) parte de R$ 900. O retorno do investimento ocorre entre 1 e 3 anos. A criação pode começar com dois casais (para iniciantes) ou dez casais (para expansão mais rápida). Adquira matrizes em viveiros profissionais ou lojas especializadas, escolhendo cores como canela, vermelha, lutina, preta, marrom e azul.
Consultoria: Pierre J. Alonso, zootecnista e consultor. Tel. (11) 99621-7725.