Safra robusta de café no Brasil derruba cotações em Nova York

As condições climáticas favoráveis e o avanço da colheita da safra de café no Brasil continuam pressionando os preços do arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US). Nas últimas semanas, as cotações registraram quedas consecutivas, refletindo a expectativa de uma oferta abundante no mercado internacional.

De acordo com analistas, as lavouras brasileiras, especialmente em Minas Gerais e Espírito Santo, apresentam boa produtividade graças às chuvas regulares durante o período de desenvolvimento dos grãos. A previsão é de que a safra 2026/2027 atinja volumes expressivos, ampliando os estoques globais e reduzindo a pressão compradora.

Além do aumento da oferta, o comportamento dos fundos de investimento e a valorização do dólar frente ao real também contribuem para o movimento de baixa. Com a moeda americana mais forte, os contratos futuros perdem atratividade para investidores estrangeiros, intensificando a tendência de queda.

No mercado físico brasileiro, os produtores demonstram cautela e retraem as vendas, aguardando uma possível recuperação dos preços. Enquanto isso, os compradores internacionais aproveitam os patamares mais baixos para garantir estoques de médio prazo.

A expectativa dos especialistas é de que as cotações permaneçam sob pressão enquanto as condições da safra brasileira se mantiverem favoráveis. A evolução das colheitas e os próximos relatórios de oferta e demanda serão determinantes para o rumo dos preços nas próximas semanas.

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