O preço da soja continua em alta no Brasil, impulsionado pela demanda firme e pelas cotações elevadas no mercado internacional. Nesta terça-feira (1º), o indicador Cepea/Esalq base Porto de Paranaguá (PR) subiu 1,07%, com a saca negociada a R$ 161,14 — o maior valor registrado em 2026.
Segundo o consultor independente Vlamir Brandalizze, apesar dos patamares elevados, os produtores ainda estão reticentes em avançar nas vendas. “Ainda temos 35 milhões de toneladas de soja na mão dos produtores, que estão segurando as negociações conforme aparecem as melhores ofertas no dia. Além disso, a procura por farelo e óleo está forte, o que ajuda a sustentar essa movimentação para o grão”, destacou.
Brandalizze acrescenta que os prêmios em patamares elevados e os preços em Chicago criam o cenário ideal para a tendência atual. Na Bolsa de Chicago, os contratos para novembro fecharam em alta de 2,31%, negociados a US$ 13,1775 o bushel.
Outras praças monitoradas pela AgRural também registraram valorização. Em Ponta Grossa (PR), o preço subiu R$ 1, para R$ 157 a saca. Em Primavera do Leste (MT), a soja avançou R$ 1, para R$ 141. Já em Luís Eduardo Magalhães (BA), a alta foi de R$ 2, com a saca negociada a R$ 145,50.