O preço da soja consolidou sua trajetória de alta no mercado brasileiro nesta sexta-feira (17 de julho). O indicador Cepea/Esalq, base porto de Paranaguá (PR), fechou o dia em elevação de 0,31%, com a saca negociada a R$ 141,02 — o maior patamar registrado em seis meses nesse indicador.
Segundo Ariel Nunes, da Gran Center Commodities, o período de entressafra no Brasil sustenta as cotações elevadas. “Há pouca soja disponível se considerarmos que o Centro-Norte do país já comercializou 80% da safra 2025/26. Esse restante do grão disponível não traz o padrão industrial desejado pelo mercado, pois temos uma soja muito mais avariada. Assim, temos volume de estoque de passagem que não traz alívio na oferta, mantendo os prêmios firmes”, explicou o analista.
O movimento de alta também foi influenciado pelo desempenho da Bolsa de Chicago. Os contratos de soja para novembro — os mais líquidos no momento — fecharam a sessão com ganho de 0,67%, a US$ 12,03 por bushel.
Além de Paranaguá, outras praças monitoradas pela AgRural registraram valorização. Em Ponta Grossa (PR), a saca subiu R$ 1, para R$ 136. Em Primavera do Leste (MT), o incremento foi de R$ 2, chegando a R$ 123. Já em Luís Eduardo Magalhães (BA), a soja foi negociada a R$ 124, também com alta de R$ 2.