Os preços da soja abriram a sessão desta terça-feira (3/11) em queda na Bolsa de Chicago (CBOT), pressionados pelo ritmo acelerado do plantio na safra brasileira 2026/27 e pelo avanço da colheita nos Estados Unidos. O movimento de baixa também atingiu o milho e o trigo.
Soja: contratos para janeiro recuam 0,21%
Os contratos de soja com entrega para janeiro de 2027 recuavam 0,21%, cotados a US$ 12,14 o bushel. Segundo a análise de mercado, as boas condições das lavouras no Brasil e nos Estados Unidos seguem como principal fator de pressão sobre as cotações.
Plantio no Brasil chega a 54,3% da área
Dados da Conab mostram que o plantio da safra 2026/27 alcançou 54,3% da área planejada. O número representa avanço expressivo em relação à semana anterior, quando o índice era de 42,8%, e também supera os 47,7% registrados no mesmo período da safra passada.
Do lado norte-americano, o USDA informou que 88% da área adequada ao cultivo já foi colhida, contra 79% na semana anterior — o que amplia a oferta disponível e reforça o viés baixista.
Milho recua 0,95% com avanço da colheita
O milho também opera em baixa, acompanhando o bom ritmo da colheita. Os contratos com vencimento em dezembro de 2026 caíam 0,95%, a US$ 4,44 o bushel.
Trigo cai 0,82% com foco no Mar Negro
O trigo registrava desvalorização de 0,82% nos contratos para dezembro de 2026, cotados a US$ 6,0150 o bushel. De acordo com a consultoria Granar, o mercado monitora as especulações em torno das negociações diplomáticas relacionadas à guerra na região do Mar Negro, que podem afetar o escoamento e a oferta do cereal.
Resumo das cotações em Chicago
- Soja (janeiro/2027): US$ 12,14 o bushel, queda de 0,21%
- Milho (dezembro/2026): US$ 4,44 o bushel, queda de 0,95%
- Trigo (dezembro/2026): US$ 6,0150 o bushel, queda de 0,82%
O cenário combina oferta ampliada nas duas principais origens produtoras e clima favorável às lavouras, fatores que tendem a manter o mercado atento aos próximos relatórios de acompanhamento de safra e às condições climáticas nas regiões produtoras.
Conteúdo informativo sobre cotações agrícolas, sem recomendação de compra ou venda de contratos futuros.