A semeadura de soja avançou com intensidade na última semana no Rio Grande do Sul, alcançando 23% da área estadual projetada, informou nesta quinta-feira (5/11) a Emater-RS, empresa pública gaúcha de extensão rural. A estimativa é que sejam plantados 6,64 milhões de hectares com a oleaginosa no Estado.
Segundo a Emater, a sequência de dias sem precipitação, a redução da umidade excessiva na camada superficial do solo e a elevação das temperaturas diurnas favoreceram a retomada das operações, permitindo ampliar as áreas implantadas. O avanço dos trabalhos ocorre em ritmos distintos entre as regiões, conforme a disponibilidade de máquinas e a conclusão da colheita de inverno.
Milho e culturas de inverno
No caso do milho, já foi semeado 82% da área prevista de 896 mil hectares. A cultura apresenta evolução satisfatória na maior parte das regiões produtoras, beneficiada pela elevação das temperaturas e pela maior disponibilidade de radiação solar ao longo do período. Nas lavouras, predomina o desenvolvimento vegetativo (90%), e as mais precoces estão em fase reprodutiva (10%).
Em relação aos cultivos de inverno, a colheita do trigo atinge 53% da área plantada de 763 mil hectares. Em parte das áreas do Estado, os resultados produtivos são satisfatórios, mas os rendimentos obtidos apresentam diferenças expressivas entre as propriedades, refletindo o nível de investimento tecnológico e a intensidade das adversidades climáticas registradas durante o ciclo. São observados lotes com PH reduzido e variação de categoria entre os tipos comerciais, incluindo a classificação como triguilho nos de menor qualidade, decorrente da incidência de doenças foliares e de espiga, das geadas e do excesso de precipitações.
Já a colheita da canola avança para a finalização e já está concluída em várias regiões do Estado. O tempo firme auxiliou o avanço da operação, mas restam áreas cultivadas tardiamente. A área cultivada no Estado está estimada em 353 mil hectares. Os rendimentos têm variado consideravelmente, dependendo da localidade em que incidiram os eventos climáticos da safra. O excesso de umidade durante o ciclo é apontado como principal causa da redução do potencial produtivo inicialmente estimado. A ocorrência localizada de granizo e de chuvas excessivas provocou perdas expressivas nas áreas atingidas, e os dias nublados e as precipitações frequentes ao longo do ciclo comprometeram a formação das estruturas reprodutivas e a uniformidade da maturação.