O preço da soja na Bolsa de Chicago voltou a cair nesta quinta-feira (5/11), ampliando para nove o número de sessões consecutivas de baixa. Os contratos para janeiro de 2027 fecharam com recuo de 1,16%, cotados a US$ 11,8825 por bushel.
Durante o pregão, o grão até ensaiou uma recuperação, com investidores ajustando posições. Contudo, a pressão baixista prevaleceu, sustentada pelas perspectivas de ampla oferta nos Estados Unidos e no Brasil. A colheita acelerada nos EUA e o plantio adiantado no Brasil reforçam esse cenário, segundo analistas.
A T&F Consultoria Agroeconômica destaca que a perda de competitividade das exportações americanas frente à oferta brasileira se intensificou com a desvalorização do real ante o dólar observada desde a semana passada. Esse movimento reduz a demanda pela soja dos EUA.
Dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) mostram que as vendas semanais de soja americana somaram 1,45 milhão de toneladas na semana encerrada em 29 de outubro, bem abaixo das 2,57 milhões registradas na semana anterior. O mercado também aguarda possíveis revisões para cima nas estimativas de produtividade, que podem ser anunciadas no próximo relatório mensal do USDA.
No mercado de milho, os contratos com entrega em dezembro caíram 0,96%, para US$ 4,40 o bushel, retomando a trajetória de baixa após leve alta na véspera. Já o trigo fechou em leve alta de 0,13%, a US$ 5,9925 o bushel, impulsionado pelo aumento da demanda de importadores após a forte queda recente dos preços.